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O Tribunal do Júri de Marabá condenou, na noite desta quinta-feira (4), Sara Nunes Ferreira a 13 anos e 18 dias de reclusão, além de 9 meses de detenção, pelos crimes de homicídio qualificado, fraude processual e lesão corporal dolosa. As vítimas foram Ana Beatriz Saldanha Machado e David Gabriel Barros de Souza. A decisão encerra o julgamento do caso, que ocorreu em janeiro de 2024.
O conselho de sentença acatou integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público do Estado (MPP), reconhecendo a responsabilidade penal da ré pelos três delitos. Na sentença, a juíza Alessandra Rocha fixou 13 anos e 18 dias pelo homicídio qualificado, 6 meses de detenção pela fraude processual e 3 meses pela lesão corporal.
A magistrada destacou ainda que a pena relacionada ao homicídio foi reduzida em razão de duas atenuantes obrigatórias previstas no artigo 65, inciso |, do Código Penal: a orimariedade e o fato de a acusada ter menos de 21 anos na data dos fatos. Esses elementos influenciaram a segunda fase da dosimetria, diminuindo o total da condenação.
Durante o depoimento, Sara afirmou ao júri que a confusão começou por uma desavença antiga com Ana Beatriz, marcada por mensagens e acusações de fofoca. Disse que saiu de casa para discutir, não para matar, e admitiu ter consumido álcool e cocaína pouco antes do crime. E relatou ainda que, ao chegar ao bar, houve briga e que, no tumulto, sacou a faca sem perceber quando atingiu a vítima, no entanto, negou ter planejado o crime.
O interrogatório foi breve, conduzido pela defesa, e apenas os jurados puderam fazer perguntas. Ao final, Sara demonstrou arrependimento e afirmou que gostaria de ter agido de outra forma.
O crime ocorreu na madrugada de 7 de janeiro de 2024, em um bar localizado na Rua Fortunato Simplício Costa, no bairro Novo Horizonte. Segundo as investigações, Sara Nunes foi ao local tirar satisfações com Ana Beatriz, após uma discussão prévia em uma rede social. A acusada alegou à polícia que trabalhava com a vítima e que havia desavenças motivadas por fofocas no ambiente de trabalho e supostas mensagens enviadas por Ana ao namorado de Sara.
Ao chegar ao estabelecimento, as duas entraram em luta corporal. Sara sacou uma faca e desferiu quatro golpes na região do tórax e abdômen de Ana Beatriz. A vítima chegou a ser socorrida por populares e pelo SAMU, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu a caminho do Hospital Municipal de Marabá (HMM).
Após o crime, Sara Ferreira se apresentou na 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil com a arma utilizada e foi autuada em flagrante. Ela teve o pedido de liberdade negado pela juíza Renata Guerreiro Milhomem em 9 de janeiro e permanece custodiada no Centro de Triagem Feminino de Marabá, desde então.
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