Papa Leão XIV pede paz no Oriente Médio

há 2 horas 7

O papa Leão XIV voltou a defender a paz no Oriente Médio e classificou o cessar-fogo no Líbano como um importante sinal de esperança para a população da região. A declaração foi feita neste domingo (19), ao final de uma missa em Angola, durante sua viagem pastoral pela África.

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O pontífice afirmou que a trégua anunciada na quinta-feira (16) representa um avanço significativo diante da escalada de violência no conflito.

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“Isso representa um vislumbre de alívio para o povo libanês e para o Levante”, declarou o papa, ao comentar o impacto do cessar-fogo e a necessidade de ampliar os esforços diplomáticos.

Papa reforça apelo pela paz no Oriente Médio

Durante a fala, Leão XIV incentivou os líderes internacionais e os negociadores envolvidos nas tratativas diplomáticas a manterem o diálogo, para que a suspensão das hostilidades não seja apenas temporária.

Segundo ele, é fundamental que a cessação dos confrontos em todo o Oriente Médio se torne definitiva.

Pontífice minimiza polêmica com Donald Trump

A declaração ocorre em meio a uma recente tensão com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que criticou publicamente o posicionamento do líder da Igreja Católica sobre a guerra.

Trump afirmou que o pontífice seria “fraco no combate ao crime e péssimo em política externa”, além de dizer que ele precisava “entender o mundo real” e reforçar que o Irã representa uma ameaça internacional.

Apesar da repercussão, Leão XIV procurou afastar a ideia de confronto direto com o presidente norte-americano.

No sábado (18), ele declarou que as reportagens sobre seus comentários durante a viagem “não foram precisas em todos os aspectos”, tentando reduzir a controvérsia.

Comentários sobre “tiranos” não eram sobre Trump

O papa também esclareceu uma fala feita dois dias antes, em Camarões, quando afirmou que o mundo estava sendo “devastado por um punhado de tiranos”.

Segundo ele, a declaração não tinha como alvo Donald Trump.

Leão XIV explicou ainda que o discurso havia sido preparado duas semanas antes, muito antes das críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos.

“Esse discurso foi preparado muito antes de qualquer comentário do presidente sobre mim e sobre a mensagem de paz que estou promovendo”, afirmou.

Os conflitos ainda seguem sem previsão de término. 

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