“Sala de Espera” reúne sete mulheres em drama sobre tempo, espera e inquietação

há 10 horas 4

O espetáculo “Sala de Espera” estreia em curta temporada no Teatro Cândido Mendes, em Ipanema, no Rio de Janeiro, propondo uma reflexão sobre o tempo, a passividade e os limites entre espera e movimento. Com texto e direção de Juliana Fernandes, a peça acompanha sete mulheres presas em um ambiente onde nada parece avançar e onde o único vínculo compartilhado é a expectativa de um sinal externo.

“Sala de Espera” reúne sete mulheres em drama sobre tempo, espera e inquietação

Na trama, as personagens ocupam uma sala onde o tempo parece suspenso. Elas não sabem exatamente o que aguardam, nem quando a porta irá se abrir. O que mantém todas ali é a esperança de um aviso, uma ordem ou qualquer interrupção que rompa a estagnação.

A dramaturgia nasceu a partir de uma provocação sobre o próprio ato de esperar. Para Juliana Fernandes, a experiência da espera atravessa diferentes dimensões do cotidiano, indo além das filas, exames ou consultas, alcançando também os momentos em que as pessoas aguardam coragem, validação ou o instante ideal para agir.

“O que eu gostaria de propor é um mergulho nesse lugar de suspensão. O que nos mantém esperando? O que nos impede de agir? Desejo gerar uma reflexão e uma provocação desse lugar de incômodo”, afirma Juliana Fernandes.

Elenco feminino constrói experiência coletiva

O espetáculo reúne as atrizes Bia Laviche, Debora Nunes, Mila D’Assumpção, Nara Viana, Rubi, Taís Zavareze e Thàys Rangél. Segundo a diretora, a escolha de um elenco exclusivamente feminino contribui para potencializar a tensão e a escuta coletiva em cena.

“A presença dessas sete mulheres potencializa a ideia de coletivo. São diferentes trajetórias, formas de lidar com o tempo e com a incerteza. Mais do que representar um gênero, o elenco constrói um corpo conjunto que sustenta, tensiona e transforma a experiência de espera ao longo do espetáculo”, explica.

A encenação também se apoia em um processo de criação menos rígido, baseado em estados emocionais e construções desenvolvidas nos encontros entre direção e elenco.

“Esse processo não trabalha com personagens fechadas, mas com estados. São elas que dão densidade, nuance e verdade pra esse lugar de suspensão”, completa a diretora.

Mais do que buscar respostas imediatas, “Sala de Espera” propõe um atravessamento emocional e reflexivo, funcionando como um espelho das próprias esperas de quem assiste.

“Não espero necessariamente uma resposta positiva, mas provocar algo real em quem assiste. Se saírem pensando sobre as próprias esperas, então o espetáculo já cumpriu seu papel”, finaliza Juliana Fernandes.

“Sala de Espera”
Datas: 10 e 17 de maio
Horário: 20h
Local: Teatro Cândido Mendes
Endereço: Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema – Rio de Janeiro
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/120260/d/383892
Não é permitida a entrada após o inicio do espetáculo

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