Justiça decreta prisão preventiva de 23 PMs suspeitos de participação em chacina em Miracema (TO)

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A Justiça do Tocantins decretou a prisão preventiva de 23 policiais militares investigados por suposto envolvimento em uma chacina que deixou sete mortos em 2022, em Miracema do Tocantins. A decisão foi assinada por um colegiado de juízes da 1ª Vara Criminal do município.

Os militares deverão se apresentar nesta sexta-feira (8) no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, em Palmas. Em seguida, serão encaminhados à sede da Polícia Civil.

Segundo a decisão judicial, as prisões e medidas cautelares foram determinadas diante da gravidade dos crimes investigados, que incluem suspeitas de execuções sumárias, tortura e fraude processual. Os magistrados apontaram que os atos teriam sido praticados sob o pretexto de represália pela morte de um sargento da PM.

Assinam a decisão os juízes Marcello Rodrigues de Ataídes, Renata do Nascimento e Silva e Valdemir Braga de Aquino Mendonça. O colegiado considerou necessária a prisão preventiva para garantir a ordem pública e preservar a instrução criminal.

De acordo com o documento, a liberdade dos investigados poderia representar risco à investigação, devido à capacidade técnica e à possível influência dos policiais sobre testemunhas e provas. Um outro policial militar investigado no caso teve apenas medidas cautelares impostas, sem decretação de prisão.

Relembre o caso

Os fatos começaram após a morte do policial militar Anamon Rodrigues de Sousa, ocorrida durante um suposto confronto em uma plantação de mandioca.

Pouco depois, Manoel Soares da Silva e o filho dele, Edson Marinho da Silva, foram assassinados dentro de uma delegacia, após cerca de 15 homens encapuzados invadirem o local.

Na sequência, Valbiano Marinho da Silva, filho de Manoel e irmão de Edson, também foi morto dentro de casa.

No dia seguinte, mais três corpos foram encontrados no loteamento Jardim Buriti. As vítimas foram identificadas como Aprigio Feitosa da Luz, de 24 anos; Gabriel Alves Coelho, de 21 anos; e Pedro Henrique de Sousa Rodrigues, de 18 anos.

As investigações seguem em andamento.

Fonte/Créditos: Af notícias

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