A multiartista potiguar Juliana Linhares apresenta seu segundo álbum, Até Cansar o Cansaço, trabalho que nasce como resposta artística ao sentimento contemporâneo de exaustão e propõe imaginar novos futuros por meio da música, do corpo e do sonho.
Com onze faixas, o disco reúne composições autorais inéditas e releituras de clássicos de Elino Julião, Belchior e Manduka, ressignificados dentro da estética cênica e sensorial da artista. O álbum também promove encontros entre gerações da música brasileira em participações de Ney Matogrosso, Agnes Nunes e Anastácia.
Criado a partir de reflexões despertadas durante uma residência artística inspirada pelo neurocientista Sidarta Ribeiro, o projeto parte da ideia de que sonhar coletivamente pode ser um gesto político e afetivo. Assim, o álbum transforma o cansaço em movimento, colocando a dança e o pensamento cênico no centro da experiência musical.
A faixa-título abre o trabalho como um manifesto de resistência diante do esgotamento emocional contemporâneo, enquanto músicas como “Depois do Breu” e “Tanto Buliço” apontam o amor e o afeto como caminhos de reconstrução. Já “Mistério do Óbvio”, em dueto com Ney Matogrosso, propõe imaginar novos mundos possíveis em meio ao caos.
A tradição nordestina ganha destaque em “O Rabo do Jumento”, clássico que conecta memória familiar e cultura popular, reforçando o diálogo entre passado e presente que atravessa todo o disco. Na reta final, releituras de Manduka e Belchior reafirmam a palavra cantada como instrumento de transformação social.
Encerrando o percurso, “Futuro (Novos Erros)” surge como uma oração contemporânea que aposta na tentativa, no coletivo e na espiritualidade como forças para seguir adiante. Entre manifesto político e delicadeza poética, Até Cansar o Cansaço consolida Juliana Linhares como uma artista que transforma a canção em espaço de pensamento, invenção e esperança em tempos exaustos.
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