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A imprensa nacional trouxe à tona um caso que envolve recursos públicos e a aquisição de um imóvel de luxo no Ceará por parte de Dr. Daniel Santos, ex-prefeito de Ananindeua e pré-candidato a governador. Reportagem publicada neste sábado, 2 de maio de 2026, pelo portal Metrópoles, assinada pelos colunistas Andre Shalders e Andreza Matais, aponta que emendas parlamentares destinadas pela deputada federal Alessandra Haber (MDB-PA) teriam abastecido empresas que, por sua vez, ajudaram a pagar uma mansão ligada à família no município de Fortim, no Ceará.
De acordo com a apuração, a casa de praia foi adquirida em outubro de 2024 já pronta, mobiliada e equipada. O imóvel está associado à deputada e ao marido Daniel Santos.
Segundo as informações divulgadas pelo Metrópoles, os pagamentos do imóvel não teriam sido feitos diretamente pelo casal, mas por terceiros, incluindo pessoas físicas e empresas que mantinham contratos com a Prefeitura de Ananindeua durante a gestão de Daniel. Esses dados teriam sido repassados pela incorporadora responsável pela venda ao Ministério Público do Pará, que abriu investigação sobre o caso.
A reportagem destaca que parte das emendas parlamentares enviadas por Alessandra Haber ao município em 2024, já sob a administração do marido, foi parar em contratos com empreiteiras. Uma dessas emendas, no valor de R$ 17,5 milhões, foi usada em obras de drenagem e recuperação asfáltica. A empresa responsável, a Construtora Santa Cruz, recebeu quase R$ 3 milhões da prefeitura em dezembro daquele ano e, no mesmo dia, transferiu R$ 500 mil para a incorporadora do imóvel.
Outro caso citado envolve uma obra de asfaltamento executada pela Norte Ambiental Gestão e Serviços LTDA. Após receber pagamento da prefeitura em outubro de 2024, um funcionário da empresa fez uma transferência de R$ 200 mil para a mesma incorporadora apenas três dias depois.
A publicação também aponta a participação de outras fornecedoras do município no que foi descrito como uma espécie de “vaquinha”. Empresas que vendiam materiais à Secretaria de Educação de Ananindeua também teriam contribuído com valores significativos para o pagamento da casa, em datas próximas ao recebimento de recursos públicos.
Ainda segundo a reportagem, mesmo com o alto valor, o imóvel foi quitado em um período curto, entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025.
O caso chegou a ser questionado no Supremo Tribunal Federal, onde a defesa de Daniel Santos tentou anular a investigação, alegando irregularidades. No entanto, em decisão de 13 de março, o ministro Alexandre de Moraes determinou que o processo continue tramitando na Justiça do Pará.
Até o momento da publicação, segundo o Metrópoles, nem a prefeitura, nem as empresas citadas haviam se manifestado. A deputada Alessandra Haber também foi procurada, mas não havia respondido. O espaço segue aberto para posicionamentos.
Fonte/Créditos: Informações do Metropoles
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