Guerra no Irã deixa produção de minério de ferro mais caro para a Vale

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A guerra no Oriente Médio já começou a mexer com o caixa da Vale, mas o impacto não está nas vendas e sim no custo para produzir. Com o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o preço do petróleo subiu e isso encarece tudo, principalmente energia e transporte, deixando mais caro produzir minério de ferro.

Segundo o presidente da empresa, Gustavo Pimenta, “com o conflito, a curva de custos se deslocou para cima. Se fizermos as contas, o preço subiu para entre US$ 5 e US$ 10 dólares por tonelada”. No começo de 2026, produzir minério já está cerca de 12% mais caro do que no mesmo período do ano passado, influenciado também pela valorização do real e pelo uso de estoques antigos com custo mais alto.

Mesmo assim, a Vale conseguiu aumentar o lucro, que chegou a 1,89 bilhão de dólares, um crescimento de 36%, embora o mercado tenha reagido com cautela e as ações tenham chegado a cair mais de 5% em um primeiro momento. A empresa afirma que ainda é possível manter os custos dentro da meta ao longo do ano, mas isso depende principalmente do comportamento do petróleo e do dólar.

Do lado das vendas, o cenário segue estável, já que a produção de aço no mundo continua praticamente no mesmo ritmo, inclusive no Oriente Médio, apesar das dificuldades enfrentadas pelo Irã. Um dos efeitos diretos da guerra foi a paralisação de uma fábrica da Vale no Bahrein por falta de insumos, mas a empresa redirecionou esse material para outros mercados, principalmente a China e outros países da Ásia.

Na prática, a guerra ainda não derrubou as vendas da mineradora, mas já deixou a produção mais cara, e esse é o principal alerta no momento.

Fonte/Créditos: Com informações do Notícias de Mineração

Créditos (Imagem de capa): Operação de minério de ferro da Vale em Omã | Créditos: Vale

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