A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado rejeitou o relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que propunha o indiciamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, além dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
A votação foi marcada por uma reviravolta nos bastidores. Horas antes da deliberação, três dos 11 membros titulares da comissão foram substituídos, alterando a correlação de forças. Com a saída de senadores como Sergio Moro e Marcos do Val, e a entrada de parlamentares alinhados ao governo, o cenário mudou e o relatório acabou sendo rejeitado.
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Antes das mudanças, a expectativa era de que o parecer fosse aprovado. No entanto, a nova composição garantiu maioria contrária ao texto, frustrando a tentativa de avançar com os pedidos de indiciamento.
A repercussão também chegou ao STF. Durante sessão da 2ª Turma, o ministro Dias Toffoli classificou o relatório como uma “excrescência”, sugerindo que o documento teria motivações eleitorais.
Já o ministro Gilmar Mendes endureceu o tom, chamando o texto de “proposta tacanha” e “erro histórico”. Ele ainda alertou que eventuais excessos por parte da CPI podem configurar abuso de autoridade.
O presidente do STF, Edson Fachin, também se manifestou, criticando o relatório e apontando “desvio de finalidade” no pedido de indiciamento.
O episódio evidencia o clima de tensão entre o Legislativo e o Judiciário, em um enredo político que mistura estratégia, articulação e embates institucionais dignos de um tabuleiro onde cada movimento redefine o jogo.
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