Servidor fantasma? Fonoaudiólogo é alvo de denúncia por acúmulo de cargos e falta de atendimento em Redenção

há 1 hora 5

Uma denúncia considerada grave levanta suspeitas sobre possível irregularidade na prestação de serviços de fonoaudiologia na rede pública de Redenção. O caso envolve o cruzamento de dados do Portal da Transparência, indícios de descumprimento de carga horária e impactos diretos no atendimento de famílias que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS).

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O cenário de descaso

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Enquanto mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) aguardam por meses na fila por atendimento especializado, o município dispõe de estrutura adequada para a realização dos exames, como o gabinete de audiometria instalado no Centro de Reabilitação (CER).

No entanto, o serviço não é efetivamente prestado à população, em razão da ausência do profissional responsável.

As irregularidades apuradas

A denúncia aponta que um fonoaudiólogo concursado desde 2006 possui carga horária de 36 horas semanais em Redenção. Porém, há indícios de que essa jornada não estaria sendo cumprida.

Entre os principais pontos levantados estão:

• Acúmulo de cargos: o profissional também possui vínculo com o município de Floresta do Araguaia, com carga de 20 horas semanais, além de atividades na iniciativa privada, o que levanta dúvidas sobre a compatibilidade de horários.

• Atuação privada simultânea: mesmo com vínculo público, o servidor presta serviços a empresas da região, incluindo grandes grupos do setor industrial.

• Possível conflito de interesses: há indícios de que a demanda reprimida do SUS esteja sendo direcionada para atendimentos particulares.

Terceirização levanta suspeitas

Outro ponto que chama atenção é que, apesar de o município possuir equipamentos e pagar tanto pela estrutura quanto pelo profissional concursado, os exames que poderiam ser realizados na rede pública estariam sendo terceirizados.

Segundo a denúncia, esses mesmos exames estariam sendo feitos em uma clínica privada da qual o próprio fonoaudiólogo é sócio.

Na prática, isso levanta um cenário delicado: o município investe na estrutura pública e remunera o servidor, mas acaba pagando novamente pelo serviço ao terceirizá-lo para a iniciativa privada — justamente vinculada ao mesmo profissional.

O impacto social

O reflexo mais grave recai sobre a população. A fila por exames de audiometria e terapias de linguagem segue parada, comprometendo o desenvolvimento de crianças que necessitam de acompanhamento contínuo.

Famílias de baixa renda acabam sendo forçadas a buscar atendimento particular ou lidar com a ausência de tratamento, o que pode causar prejuízos irreversíveis.

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