As filmagens de Dark Horse (título provisório em inglês, “O Azarão”), primeira cinebiografia oficial do ex-presidente Jair Bolsonaro, seguem em ritmo acelerado desde 20 de novembro em São Paulo e na divisa RJ-MG. O projeto, de produção independente e orçamento modesto, já tem estreia confirmada para o segundo semestre de 2026, estrategicamente alinhada ao calendário eleitoral americano e às eleições municipais brasileiras.
Fontes jornalísticas recentes, incluindo reportagens do Portal Canaã, Metrópoles e Istoe, corroboram essa data.
Diretor: Cyrus Nowrasteh, o cineasta conservador americano
A direção está nas mãos do cineasta norte-americano Cyrus Nowrasteh, 69 anos, nascido em Boulder (Colorado), filho de imigrantes iranianos e formado pela USC School of Cinematic Arts. Conhecido por filmes de forte teor político e religioso, Nowrasteh tem histórico de obras que geram controvérsia:
- The Path to 9/11 (2006) – minissérie acusada de distorcer fatos para culpar Bill Clinton pelo 11 de Setembro;
- The Stoning of Soraya M. (2008) – drama sobre apedrejamento no Irã, banido no país;
- The Young Messiah (2016) – filme sobre a infância de Jesus;
- Infidel (2019) – thriller com Jim Caviezel, produzido por Dinesh D’Souza;
- Sarah’s Oil (estreou em 7 de novembro de 2025 nos EUA) – docudrama sobre Sarah Rector.
Nowrasteh declarou que aceitou o projeto por enxergar em Bolsonaro “um líder que enfrentou forças totalitárias semelhantes às que conheci no Irã pós-1979”. A escolha reforça o perfil ideológico do filme, que já conta com Jim Caviezel como protagonista e roteiro assinado pelo deputado Mario Frias (PL-SP).
Com distribuição ainda em fase de negociação, Dark Horse se consolida como um dos lançamentos mais polarizados do audiovisual brasileiro recente, prometendo reacender debates sobre memória política, propaganda e liberdade artística em pleno 2026.
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