Em março de 2026, a produção industrial nacional mostrou variação positiva de 0,1% frente a fevereiro, terceira taxa positiva consecutiva, acumulando neste período expansão de 3,1%. Em relação a março do ano passado, a indústria ampliou a produção em 4,3%, após recuar 0,7% em fevereiro e avançar 0,2% em janeiro de 2026, quando interrompeu três meses consecutivos de queda na produção: dezembro (-0,1%), novembro (-1,4%) e outubro de 2025 (-0,4%). O acumulado do ano ficou em 1,3% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Nos últimos 12 meses, houve avanço de 0,4%. A média móvel trimestral em março foi de 1,0%.
| Março 2026 / Fevereiro 2026 | 0,10% |
| Março 2026/ Março 2025 | 4,30% |
| Acumulado no ano | 1,30% |
| Acumulado 12 meses | 0,40% |
| Média móvel trimestral | 1,00% |
Na variação positiva de 0,1% da atividade industrial na passagem de fevereiro para março de 2026, as quatro grandes categorias econômicas e 8 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção. Vale destacar que, com esses resultados, a produção industrial se encontra 3,3% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020); mas ainda está 13,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.
Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%) e produtos químicos (4,0%), com a primeira marcando o quarto mês consecutivo de crescimento e acumulando expansão de 11,5% neste período; e a segunda eliminando o recuo de 1,5% verificado em fevereiro.
Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (1,1%), metalurgia (1,2%) e máquinas e equipamentos (1,0%).
Por outro lado, entre as dezesseis atividades que mostraram recuo na produção, bebidas (-2,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,9%) exerceram as principais influências na média da indústria, com a primeira interrompendo três meses consecutivos de avanço na produção, período em que acumulou crescimento de 8,5%; e a segunda intensificando a magnitude de queda registrada em fevereiro de 2026 (-2,3%). É importante apontar também os impactos negativos assinalados pelos setores de móveis (-6,0%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%), produtos alimentícios (-0,5%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-3,9%), celulose, papel e produtos de papel (-1,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,3%), produtos de madeira (-4,4%) e produtos de borracha e de material plástico (-1,1%).
Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis (1,7%) assinalou a expansão mais elevada em março de 2026 e marcou a terceira taxa positiva consecutiva, período em que acumulou crescimento de 9,9%. Os setores produtores de bens de capital (0,6%), de bens intermediários (0,5%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,4%) também mostraram resultados positivos neste mês, com todos apontando o terceiro mês seguido de avanço na produção, período em que acumularam ganhos de 6,4%, 4,1% e 2,4%, respectivamente.
| Bens de Capital | 0,6 | 6,5 | -6,3 | -4,1 |
| Bens Intermediários | 0,5 | 2,9 | 1,7 | 1,6 |
| Bens de Consumo | 0,5 | 6,7 | 1,7 | -1,3 |
| Duráveis | 1,7 | 18,7 | 1,6 | 0,3 |
| Semiduráveis e não Duráveis | 0,4 | 4,6 | 1,8 | -1,6 |
| Indústria Geral | 0,1 | 4,3 | 1,3 | 0,4 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas *Série com ajuste sazonal | ||||
Média móvel foi de 1,0% no trimestre encerrado em março
A evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou crescimento de 1,0% no trimestre encerrado em março de 2026 frente ao nível do mês anterior e intensificou o ritmo na comparação com os resultados dos dois primeiros meses do ano: fevereiro (0,3%) e janeiro (0,0%) de 2026.
Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de consumo duráveis (3,1%) e bens de capital (2,1%) assinalaram as taxas positivas mais acentuadas em março de 2026, com a primeira marcando o segundo resultado positivo consecutivo e acumulando ganho de 4,0% nesse período; e a segunda interrompendo a trajetória predominantemente descendente iniciada em março de 2025. Os setores produtores de bens intermediários (1,3%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,8%) também mostraram expansão neste mês, com o primeiro intensificando o crescimento registrado no mês anterior (0,5%), quando interrompeu quatro meses consecutivos de queda, período em que acumulou perda de 1,9%; e o segundo permanecendo com a trajetória ascendente iniciada em julho de 2025.
Frente a março de 2025, indústria cresce 4,3%
Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial assinalou expansão de 4,3% em março de 2026, com resultados positivos em quatro das quatro grandes categorias econômicas, 19 dos 25 ramos, 46 dos 80 grupos e 55,6% dos 789 produtos pesquisados. Vale citar que março de 2026 (22 dias) teve 3 dias úteis a mais que igual mês do ano anterior (19).
Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (18,7%), produtos alimentícios (5,7%), indústrias extrativas (4,7%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,2%), impulsionadas, em grande medida, pela maior produção dos itens automóveis, veículos para o transporte de mercadorias, autopeças e caminhão-trator para reboques e semirreboques, na primeira; carnes e miudezas de aves congeladas, frescas ou refrigeradas, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, rações, carnes de suínos congeladas, frescas ou refrigeradas, alimentos à base de milho ou de flocos de milho pronto para consumo, produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de suínos, óleo de soja refinado, sucos concentrados de frutas, biscoitos e bolachas, farinha de trigo e iogurte, na segunda; óleos brutos de petróleo e gás natural, na terceira; e óleo diesel, álcool etílico e querosenes de aviação, na quarta. Outras contribuições positivas importantes foram assinaladas pelos ramos de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (9,3%), outros equipamentos de transporte (11,3%), produtos de borracha e de material plástico (3,9%), produtos diversos (13,5%), produtos químicos (1,7%), móveis (9,9%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (4,2%).
Por outro lado, ainda na comparação com março de 2025, entre as seis atividades que apontaram redução na produção, a de celulose, papel e produtos de papel (-4,5%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria, pressionada, principalmente, pela menor produção de pastas químicas de madeira (celulose).
Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de consumo duráveis (18,7%) assinalou, em março de 2026, expansão de dois dígitos e a mais acentuada entre as grandes categorias econômicas. Os setores produtores de bens de capital (6,5%), bens de consumo semi e não duráveis (4,6%) e bens intermediários (2,9%) também mostraram taxas positivas neste mês, com os dois primeiros avançando acima da média da indústria (4,3%) e o último registrando o crescimento mais moderado.
O setor produtor de bens de consumo duráveis, ao mostrar expansão de 18,7% em março de 2026 frente a igual mês do ano anterior, interrompeu quatro meses consecutivos de queda e marcou a taxa positiva mais elevada desde novembro de 2024 (19,2%). Neste mês, o setor foi impulsionado, em grande medida, pela maior fabricação de automóveis (38,9%). É necessário ressaltar também os avanços registrados por eletrodomésticos da “linha marrom” (15,8%) e da “linha branca” (12,7%), motocicletas (34,7%) e pelo grupamento de móveis (11,4%). Em contrapartida, o principal impacto negativo foi assinalado pelo grupamento de outros eletrodomésticos (-22,3%).
A produção de bens de capital mostrou avanço de 6,5%, na mesma comparação, interrompendo, dessa forma, nove meses consecutivos de taxas negativas. Na formação do índice deste mês, o segmento foi influenciado, principalmente, pelos avanços observados nos grupamentos de bens de capital para equipamentos de transporte (10,0%) e para fins industriais (4,6%), impulsionados, em grande parte, pela maior produção de veículos para o transporte de mercadorias, aviões e caminhão-trator para reboques e semirreboques, no primeiro; e de bens de capital seriados (4,2%) e não-seriados (8,6%), no segundo. Os demais resultados positivos foram registrados pelos grupamentos de bens de capital para construção (8,0%) e para energia elétrica (3,3%). No entanto, os subsetores de bens de capital agrícolas (-8,5%) e de uso misto (-1,7%) assinalaram os impactos negativos no índice mensal de março de 2026.
Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o segmento de bens de consumo semi e não duráveis apontou crescimento de 4,6% em março de 2026, após recuar 0,5% em fevereiro, quando interrompeu dois meses consecutivos de taxas positivas: janeiro de 2026 (1,0%) e dezembro de 2025 (4,8%). O desempenho positivo neste mês foi explicado, em grande parte, pelo avanço observado no grupamento de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (5,5%), impulsionado, principalmente, pela maior produção de carnes e miudezas de aves congeladas, frescas ou refrigeradas, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, vinhos, alimentos à base de milho ou de flocos de milho pronto para consumo, produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de suínos, óleo de soja refinado, sucos concentrados de frutas, biscoitos e bolachas e iogurte. Vale destacar também os resultados positivos registrados pelos grupamentos de não duráveis (4,1%), semiduráveis (4,3%) e carburantes (3,8%). Por outro lado, o grupamento de alimentos e bebidas básicos para consumo doméstico (-34,2%) apontou a única taxa negativa em março de 2026, pressionado pela menor produção de filés e outras carnes de peixes frescos, refrigerados ou congelados e de peixes congelados.
O setor produtor de bens intermediários, ao avançar 2,9% em março de 2026 frente a igual período do ano anterior, marcou a terceira taxa positiva consecutiva e a mais elevada desde setembro de 2025 (3,4%). O resultado deste mês foi explicado, principalmente, pelos avanços nos produtos associados às atividades de indústrias extrativas (4,7%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,4%), produtos alimentícios (5,0%), veículos automotores, reboques e carrocerias (6,9%), produtos de borracha e de material plástico (3,0%), produtos de metal (3,0%), produtos de minerais não metálicos (1,7%), produtos químicos (0,9%) e produtos têxteis (3,5%), enquanto as pressões negativas foram registradas por celulose, papel e produtos de papel (-6,2%), metalurgia (-0,4%) e máquinas e equipamentos (-0,5%). Ainda nessa categoria econômica, vale citar também os resultados negativos assinalados pelos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-0,7%) e de embalagens (-0,1%).
Primeiro trimestre cresce 1,3% frente ao mesmo período de 2025
O índice acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, assinalou avanço de 1,3%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 10 dos 25 ramos, 26 dos 80 grupos e 44,0% dos 789 produtos pesquisados. Entre as atividades, as principais influências positivas foram registradas por indústrias extrativas (8,7%), produtos alimentícios (2,6%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (14,3%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,1%), impulsionadas, em grande medida, pela maior produção dos itens óleos brutos de petróleo, minérios de ferro e gás natural, na primeira; sucos concentrados de laranja, carnes e miudezas de aves congeladas, carnes de suínos congeladas, frescas ou refrigeradas, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, óleo de soja refinado, sorvetes e picolés, rações e sucos concentrados de frutas, na segunda; medicamentos, na terceira; e álcool etílico, óleo diesel, naftas e óleos combustíveis, na quarta. Vale destacar também as contribuições positivas assinaladas pelos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (2,2%) e de bebidas (3,3%).
Todavia, ainda na comparação com janeiro-março de 2025, entre as quinze atividades que apontaram redução na produção, a de máquinas e equipamentos (-9,4%) exerceu o maior impacto na formação da média da indústria, pressionada, em grande medida, pela menor produção dos itens aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), máquinas ou aparelhos para o setor agrícola, bombas centrífugas, motoniveladores, válvulas de expansão de segurança redutoras de pressão, aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias, centros de usinagem para trabalhar metais, ventiladores e coifas para uso industrial, silos metálicos para cereais e compressores usados em aparelhos de refrigeração. Outros impactos negativos importantes foram assinalados pelos ramos de produtos químicos (-2,5%), produtos de metal (-4,0%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-6,5%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-6,6%) e celulose, papel e produtos de papel (-2,5%).
Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os três primeiros meses de 2026 mostrou maior dinamismo para os segmentos de bens de consumo semi e não duráveis (1,8%), bens intermediários (1,7%) e bens de consumo duráveis (1,6%), impulsionados, principalmente, pela expansão na produção de medicamentos e álcool etílico, no primeiro; óleos brutos de petróleo, minérios de ferro e gás natural, no segundo; e automóveis (11,1%), no terceiro. Não obstante, o setor produtor de bens de capital (-6,3%) assinalou a única taxa negativa no indicador acumulado do primeiro trimestre do ano, pressionado, em grande medida, pela menor produção de bens de capital para fins industriais (-5,3%), de uso misto (-14,2%), agrícolas (-13,9%) e para equipamentos de transporte (-2,1%).
Fonte: IBGE
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