O número de assassinatos relacionados a conflitos no campo voltou a crescer no Brasil em 2025, com destaque preocupante para os estados do Pará e Rondônia, que lideram o ranking nacional de mortes de trabalhadores sem terra. De acordo com o relatório anual da Comissão Pastoral da Terra (CPT), divulgado nesta segunda-feira (27), os dois estados somaram juntos 14 assassinatos, sendo sete casos em cada unidade da federação.
Segundo o levantamento, a Região Norte concentrou pouco mais de 61% dos casos registrados em todo o país, reforçando o avanço da violência agrária na Amazônia Legal. Em comparação com 2024, o número de assassinatos por conflitos no campo praticamente dobrou, passando de 13 para 16 ocorrências em 2025.
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Rondônia registra aumento de 600% e lidera alta nacional
Entre os estados brasileiros, Rondônia apresentou o cenário mais alarmante. O aumento foi de 600% nas mortes em relação ao ano anterior, o maior crescimento proporcional do país. O estado segue entre os que mais registram assassinatos de trabalhadores sem terra, lideranças rurais e pessoas envolvidas na defesa de territórios ameaçados por grilagem e exploração ilegal de madeira.
Diversos casos seguem sem solução há mais de uma década, envolvendo mortes de lideranças comunitárias, trabalhadores rurais e denunciantes de crimes ambientais. As investigações estão sob responsabilidade da Polícia Federal (PF).
Pará e Rondônia concentram quase 80% das mortes desde 2016
Entre 2016 e 2025, Pará e Rondônia concentraram 79,84% dos assassinatos de pessoas sem terra no Brasil. O dado reforça a permanência da violência fundiária na região amazônica e a fragilidade na proteção de comunidades rurais e povos tradicionais.
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