Falar de possíveis nomes para o palco do Todo Mundo no Rio virou quase um exercício coletivo de imaginação desde que Madonna e Lady Gaga transformaram a Praia de Copacabana em um espaço de celebração pop em escala global. Em meio a especulações, um nome passou a circular com mais força nos últimos meses e, mesmo sem qualquer confirmação oficial, faz sentido que ele esteja no centro do debate: Shakira.
Opinião: por que Shakira seria uma das melhores escolhas para o Todo Mundo no RioVivendo um dos momentos mais intensos e visíveis de sua carreira, a artista colombiana atravessa um ciclo raro na indústria musical. Relevância comercial, presença cultural, repertório popular e conexão afetiva com o Brasil se encontram em um mesmo ponto. Mesmo que os rumores ainda caminhem no terreno do “e se”, o exercício de imaginar Shakira no palco de Copacabana ajuda a entender por que ela surge como uma das escolhas mais coerentes para a próxima edição do evento.
O boato ganhou corpo a partir de informações divulgadas pela Vanity Brasil, que apontaram para uma possível negociação frustrada para um show no Estádio do Morumbis, em São Paulo. A hipótese levantada seria a existência de uma cláusula de exclusividade ligada ao evento carioca, o que naturalmente direcionaria a apresentação para o Rio de Janeiro. A partir daí, surgiram especulações sobre um megashow gratuito na Praia de Copacabana, com menções recorrentes ao dia 9 de maio de 2026, inclusive associadas a um suposto disparo de e-mail marketing da Deezer. Vale reforçar um ponto essencial: até agora, nenhuma dessas informações foi confirmada oficialmente, nem pela equipe da cantora, nem pelos organizadores do Todo Mundo no Rio.
Outro detalhe que alimentou o burburinho foi a aparição de uma data no perfil da artista no Songkick. Aqui, a explicação é mais simples do que parece. Qualquer usuário pode adicionar eventos à plataforma, e isso inclui fãs bem-intencionados que tentam manter agendas atualizadas. Apenas datas inseridas via Tourbox, sistema utilizado por equipes oficiais, promotores ou casas de show, podem ser consideradas confiáveis. Portanto, a presença dessa data isolada não funciona como confirmação, mas ajuda a entender como rumores ganham velocidade no ambiente digital.
Mesmo sem anúncios formais, a ideia de Shakira em Copacabana se sustenta por uma soma de fatores difíceis de ignorar. Existe, antes de tudo, uma conexão cultural real com o Brasil. Poucas artistas internacionais se comunicam com tanta naturalidade com o público brasileiro. Shakira fala português, demonstra familiaridade com o país e costuma reforçar esse vínculo em seus shows, como ficou evidente na abertura da turnê “Las Mujeres Ya No Lloran” no Rio de Janeiro, em fevereiro de 2025. Em um evento gratuito, voltado para uma multidão diversa, essa proximidade deixa de ser detalhe e passa a ser ativo estratégico.
Há também o peso simbólico do momento. Um show em maio de 2026 dialogaria diretamente com o calendário da Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá. Shakira construiu uma relação histórica com o futebol e com eventos globais, eternizada em músicas como “Waka Waka” e “La La La”. Poucas artistas representam tão bem a ideia de espetáculo multicultural em escala planetária, algo que o Todo Mundo no Rio busca consolidar como marca.
Quando o assunto é capacidade de mobilização, os números falam por si. Em 2025, Shakira reuniu mais de 65 mil pessoas em uma única noite no Morumbi. Sua turnê “Las Mujeres Ya No Lloran World Tour” ultrapassou a marca de um milhão de espectadores na América Latina, consolidando-se como a turnê latina de maior faturamento da história para uma mulher. Trata-se de uma artista que atravessa gerações e ainda ocupa o centro da conversa pop, algo fundamental para um evento pensado para públicos diversos.
O repertório também joga a favor. De faixas que marcaram os anos 1990, como “Estoy Aquí”, que completa 30 anos em 2026, até hits recentes que dominam plataformas de streaming, Shakira reúne um catálogo democrático, reconhecível e funcional em um espaço aberto como a orla de Copacabana. Esse tipo de repertório garante engajamento espontâneo, algo que eventos dessa magnitude exigem.
Tudo isso se conecta a um ponto maior: o lugar histórico que Shakira ocupa na música pop global. Eleita pela Billboard como a Melhor Artista Pop Latina de Todos os Tempos, detentora de mais de 17 recordes no Guinness e com mais de 100 milhões de discos vendidos, a cantora construiu uma carreira que vai além de ciclos de sucesso. Ela foi pioneira no processo de crossover latino, abriu caminhos para artistas que hoje dominam o mercado global e segue relevante em um cenário profundamente competitivo.
A presença em eventos de alcance mundial reforça essa imagem. Shakira é a única artista a se apresentar em três Copas do Mundo consecutivas e também no Super Bowl de 2020, cujo show de intervalo se tornou o mais assistido da história no YouTube. Em 2026, seu nome volta a se ligar ao futebol ao integrar o Conselho Consultivo de Educação da FIFA. Tudo converge para a ideia de uma artista que simboliza espetáculo, celebração e impacto cultural.
Mesmo que o anúncio oficial ainda não exista, pensar em Shakira no Todo Mundo no Rio não soa como devaneio. Soa como leitura de cenário. Um evento que pretende repetir feitos históricos, dialogar com o mundo e ocupar Copacabana como vitrine global encontra na artista colombiana uma síntese quase perfeita de tudo isso. Se o futuro confirmar o rumor, a escolha terá lógica. Se não confirmar, a discussão segue válida, porque poucas artistas hoje reúnem tantos elementos para ocupar esse espaço com a mesma força.
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