O Tambozarço da Resistência e a disputa por narrativas sobre religiões de matriz africana

há 1 mês 22
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O Coletivo Juventudes, formado por jovens que atuam em iniciativas de mobilização social, realizou no Lago da Prefeitura o 1° Tambozarço da Resistência: “A energia que vem dos terreiros”. O evento reuniu praticantes e simpatizantes de religiões de matriz africana, como Umbanda, Candomblé, Tambor de Mina e Jurema Sagrada, em um encontro marcado por expressões culturais e espirituais.

A proposta foi dar visibilidade aos povos de terreiro e contribuir para o enfrentamento à desinformação relacionada a essas tradições religiosas. Matheus, um dos fundadores do coletivo, explicou que a iniciativa buscou apresentar à comunidade aspectos culturais e espirituais que muitas vezes são pouco compreendidos.

“O evento foi pensado como uma forma de trazer os povos de terreiros para um lugar público, para justamente a cidade entender que eles existem e desmistificar algumas visões erradas das religiões de matriz africana. Geralmente a galera olha com muito preconceito, ou como algo ruim, sendo que é uma religião igual a qualquer outra, que tem o seu sagrado, a sua ancestralidade e cultura.”

O encontro também destacou que intolerância religiosa é crime, conforme prevê a legislação brasileira. Apesar disso, episódios de discriminação e ataques a terreiros seguem sendo registrados no país, o que, segundo os organizadores, reforça a importância de iniciativas que estimulem informação e diálogo.

Fonte/Créditos: Gazeta Carajás

Créditos (Imagem de capa): Juventudes pela revolução

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