Maior empresa de petróleo do mundo alerta para perda de 1 bilhão de barris causada pela guerra

há 1 hora 4

A estatal saudita Saudi Aramco afirmou que o mercado global de petróleo continuará sob forte pressão, mesmo após a possível reabertura das rotas marítimas no Oriente Médio. Segundo Amin Nasser, presidente-executivo da companhia, cerca de 1 bilhão de barris de petróleo deixaram de chegar ao mercado mundial nos últimos dois meses, devido às interrupções causadas pelo conflito na região.

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Em declaração à Reuters, Nasser explicou o objetivo da empresa: “Nosso objetivo é simples: manter o fluxo de energia, mesmo quando o sistema estiver sob tensão”. A declaração foi feita após a Aramco divulgar um salto de 25% no lucro líquido do primeiro trimestre.

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De acordo com o executivo, o oleoduto Leste-Oeste, usado para transportar petróleo bruto para o Mar Vermelho e contornar o Estreito de Ormuz, tornou-se uma verdadeira “linha vital” para manter o abastecimento e minimizar os danos ao comércio global de petróleo. Ainda assim, ele alertou que a retomada dos fluxos marítimos não significa uma normalização imediata do mercado.

“Reabrir rotas não é o mesmo que normalizar um mercado que foi privado de cerca de um bilhão de barris de petróleo”, afirmou.

Mercado ainda enfrenta pressão global

O bloqueio do Estreito de Ormuz provocou forte redução no transporte marítimo de petróleo e elevou os preços internacionais da commodity após o início da escalada militar no Oriente Médio. A região é considerada estratégica para o abastecimento energético mundial, já que grande parte das exportações de petróleo passa pela rota marítima.

Segundo a Aramco, além das interrupções recentes, anos de subinvestimento no setor agravaram a situação dos estoques globais.

Apesar das dificuldades logísticas e da volatilidade dos preços, a Aramco afirmou que a Ásia continua sendo prioridade estratégica para a companhia.

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