Lula e Janja comem paca e “defensores dos animais” simplesmente desaparecem

há 5 dias 24

Existe um padrão que se repete no Brasil — e não é de hoje. A régua moral muda dependendo de quem está no centro da história. E o episódio envolvendo Lula e Janja, consumindo carne de paca, escancarou isso mais uma vez.

Vamos direto ao ponto: a paca é um animal silvestre. Não é frango de granja, nem boi de frigorífico. Existe legislação ambiental clara no Brasil sobre caça, consumo e comercialização desse tipo de carne. Em qualquer outro contexto — principalmente se fosse um cidadão comum ou alguém fora do “campo político correto” — a reação seria imediata: indignação, campanha, hashtag, pressão pública.

Mas aqui aconteceu o contrário.

O que se viu foi um silêncio quase constrangedor por parte de ambientalistas, ONGs e defensores dos animais. Nenhuma mobilização relevante. Nenhuma cobrança firme. Nenhum discurso inflamado. Nada.

E é exatamente isso que chama atenção.

O problema não é a paca. É a coerência.

Não se trata de discutir se comer paca é cultural, regional ou até comum em algumas áreas do Brasil. Esse debate existe e pode ser feito de forma séria. O ponto central aqui é outro: a seletividade na indignação.

Quando a pauta ambiental é usada como instrumento político, ela perde força. Vira narrativa. Vira conveniência.

Se vale criticar, tem que valer pra todos.
Se é crime, é crime pra qualquer um.
Se é errado, não pode depender de quem fez.

Caso contrário, o ativismo deixa de ser defesa do meio ambiente e passa a ser apenas um braço ideológico.

O silêncio fala mais que qualquer discurso

O comportamento de quem sempre se posiciona — mas dessa vez escolheu não falar — diz muito. Mostra que, para alguns, o problema nunca foi exatamente o animal, a floresta ou a preservação.

Foi — e continua sendo — quem está do outro lado.

Esse tipo de postura cobra um preço alto: a perda de credibilidade. Porque quando a sociedade percebe que a regra muda conforme o personagem, o discurso inteiro começa a desmoronar.

Se fosse outra figura política, a reação seria a mesma?

Se a resposta for “não”, então o problema não está no fato em si — está na hipocrisia.

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