Uma operação de grande impacto deflagrada pela Justiça do Maranhão resultou na prisão do prefeito, da vice-prefeita e dos 11 vereadores do município de Turilândia, no interior do estado. A ação faz parte da Operação Tântalo II, que investiga um esquema de corrupção envolvendo o desvio de mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos municipais.
A operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com apoio das forças de segurança, após investigações que apontam a atuação de uma organização criminosa estruturada dentro da administração municipal e da Câmara de Vereadores.
De acordo com o Ministério Público do Maranhão, o grupo investigado atuava entre os anos de 2021 e 2025, utilizando empresas de fachada para firmar contratos com a prefeitura e o legislativo municipal. Os serviços, em grande parte, não eram executados, mas os pagamentos eram realizados, gerando prejuízo milionário aos cofres públicos.
As apurações apontam crimes como organização criminosa, fraude em licitações, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Parte dos recursos teria sido desviada por meio de contratos ligados ao fornecimento de combustíveis e outros serviços, com retorno financeiro direto aos envolvidos.
O prefeito, apontado como o principal articulador do esquema, chegou a ficar foragido, mas acabou se entregando à polícia em São Luís, onde permanece à disposição da Justiça. A vice-prefeita também teve prisão preventiva decretada.
Os 11 vereadores do município tiveram os mandados cumpridos. Em alguns casos, a Justiça determinou a prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, como forma de evitar a paralisação completa das atividades administrativas e legislativas do município.
Além dos agentes políticos, empresários e servidores públicos também são investigados por participação direta no esquema.
Com a prisão das principais autoridades do município, a Justiça determinou medidas emergenciais para garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais. O caso é considerado um dos maiores escândalos políticos já registrados no interior do Maranhão.
As investigações seguem em andamento, e novas prisões ou desdobramentos não estão descartados. O Ministério Público avalia, inclusive, a necessidade de medidas mais rígidas, como intervenção administrativa, a depender do avanço do processo.
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