A sessão da Câmara Municipal de Redenção desta terça-feira foi marcada por uma revelação explosiva que partiu de um áudio vazado. O vereador JB Maninho reproduziu na tribuna a gravação de um jornalista local confessando ter atacado o parlamentar com fake news motivado por necessidades financeiras.
"Precisava da merreca"
No áudio, que silenciou o plenário, o jornalista admite abertamente que as publicações difamatórias não tinham base jornalística, mas eram fruto de pressão e necessidade de dinheiro ("precisava da merreca"). A confissão do profissional de imprensa serviu como a prova material que faltava para o vereador denunciar um esquema sistêmico de cooptação de comunicadores e páginas na cidade.
O Mandante: Ronilson Freitas
A partir da confissão do áudio, JB Maninho apontou quem estaria financiando essa operação. Segundo o vereador, o esquema é comandado por Ronilson Freitas, Secretário de Governo e Gestão e homem de confiança do prefeito.
A denúncia detalha que Ronilson seria o responsável por articular os pagamentos e definir os alvos dos ataques, utilizando a estrutura da prefeitura para manter uma rede de difamação ativa.
Igor Soares, a página "Smart" e os R$ 5 mil
Dentro dessa estrutura liderada pelo Secretário de Governo, o vereador citou nominalmente Igor Soares, proprietário da página "Smart". Segundo a denúncia, Igor receberia um salário mensal de R$ 5.000,00 para gerenciar o conteúdo de ataque e coordenar a disseminação das narrativas governistas contra a oposição.
Fantasmas na Folha da Educação
O desdobramento mais grave da denúncia diz respeito à origem do dinheiro. JB Maninho revelou que os pagamentos não sairiam do bolso dos políticos, mas dos cofres públicos. O esquema funcionaria através da nomeação de funcionários fantasmas.
Comunicadores e donos de páginas de fofoca estariam nomeados, inclusive, na Secretaria de Educação. Na prática, essas pessoas receberiam salários destinados ao ensino público sem jamais pisar em uma escola, trabalhando exclusivamente na internet para blindar a gestão e atacar adversários.
Próximos Passos
A confissão do áudio e a exposição da rede de pagamentos devem motivar uma representação no Ministério Público. O uso de verbas da Educação para pagar uma "milícia digital" pode configurar crimes de peculato e improbidade administrativa, colocando a Secretaria de Governo no centro de uma investigação policial.
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