Governo federal anuncia nova sede regional da Funai em Santarém

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Durante agenda no oeste do Pará, o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, anunciou a criação de uma coordenação regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas em Santarém. A medida atende a uma reivindicação histórica de povos indígenas do Baixo Tapajós e foi confirmada após uma série de encontros com lideranças e organizações locais.

A visita institucional contou também com a presença da presidente da Funai, Lúcia Alberta, além de representantes da Federação dos Povos Indígenas do Pará e autoridades regionais. Durante a passagem pela região, a comitiva realizou visitas a territórios indígenas e promoveu escutas diretas com comunidades.

Segundo o ministro, a agenda teve como principal objetivo compreender as demandas prioritárias dos povos indígenas. Entre os locais visitados estão aldeias no rio Arapiuns e a Terra Indígena Bragança-Marituba, no rio Tapajós, onde houve diálogo com representantes de 14 povos.

Entre as principais reivindicações apresentadas pelas lideranças estão a demarcação e a proteção dos territórios, consideradas urgentes. O ministro afirmou que o governo federal deve analisar processos administrativos em andamento e buscar soluções para entraves jurídicos que dificultam o avanço dessas medidas.

A criação da nova coordenação regional da Funai é apontada como um dos principais encaminhamentos da agenda. A proposta busca ampliar a presença do governo federal e melhorar o atendimento às comunidades indígenas, já que a estrutura atual é considerada insuficiente diante da extensão territorial e da diversidade de povos.

De acordo com a presidência da Funai, a sede terá papel estratégico no fortalecimento das políticas indigenistas, permitindo maior alcance das ações não apenas no Baixo Tapajós e Arapiuns, mas também em municípios como Oriximiná e Aveiro, além de outras áreas do Baixo Amazonas.

A audiência com os povos indígenas foi marcada por escuta ativa e diálogo direto, consolidando um espaço para apresentação de demandas históricas, como regularização fundiária e acesso a políticas públicas.

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