Envenenamento com ovo de Páscoa no Maranhão completa um ano sem julgamento da acusada

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Um ano após a morte de duas crianças por envenenamento em Imperatriz, no sul do Maranhão, o caso ainda aguarda um desfecho judicial. A principal acusada, Jordélia Pereira Barbosa, segue presa desde abril de 2025, mas ainda não foi levada a julgamento.

O crime ocorreu na noite de 16 de abril daquele ano, quando a família de Mirian Lira recebeu um ovo de Páscoa entregue por um motoboy, acompanhado de um bilhete com a mensagem “Com amor, para Mirian Lira. Feliz Páscoa”. Mirian e os dois filhos, Luiz Fernando, de 7 anos, e Evelyn Fernanda Rocha Silva, de 13, consumiram o chocolate. Poucas horas depois, todos passaram mal e foram levados ao hospital.

Luiz Fernando morreu pouco após dar entrada na unidade de saúde. Evelyn resistiu por alguns dias, mas morreu em 22 de abril, em decorrência de falência múltipla de órgãos causada por envenenamento. Mirian chegou a ser internada em estado grave, ficou entubada, mas conseguiu se recuperar fisicamente.

As investigações da Polícia Civil apontaram que o crime teria sido motivado por ciúme e vingança. Segundo apuração, Mirian mantinha um relacionamento com o ex-marido de Jordélia havia cerca de três meses, o que teria motivado a suspeita a planejar o envenenamento.

Jordélia foi presa no dia 17 de abril de 2025. Com ela, a polícia encontrou indícios considerados relevantes para o caso, como perucas, restos de chocolate armazenados em bolsas térmicas e um bilhete de ônibus. Além disso, análises de câmeras de segurança, comprovantes de compras e depoimentos reforçaram a suspeita de sua participação.

Laudos periciais confirmaram a presença de veneno no chocolate, nos corpos das vítimas e nos materiais apreendidos com a acusada. Com base nessas evidências, ela foi indiciada por duplo homicídio e tentativa de homicídio.

O Ministério Público denunciou Jordélia, e a Justiça determinou, em setembro de 2025, que o caso fosse levado a júri popular. No entanto, a defesa apresentou recurso para tentar reverter essa decisão. Entre os pedidos estão a anulação da pronúncia, a retirada do caso do júri ou a reclassificação do crime.

Desde então, o processo segue em análise no Tribunal de Justiça, sem previsão para julgamento. Por estar sob segredo de Justiça, detalhes adicionais não foram divulgados.

Para Mirian Lira, a rapidez da investigação e da prisão trouxe algum alívio inicial, mas a sensação de justiça só virá com o julgamento. Segundo ela, a expectativa da família é pela definição de uma sentença que responsabilize a acusada.

Enquanto isso, o caso continua sem data marcada para ir a júri, prolongando a espera por uma resposta definitiva da Justiça em um crime que teve grande repercussão nacional.

Fonte/Créditos: g1

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