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A Assembleia de Deus Missão em Marabá passa por um dos momentos mais turbulentos de sua história, com a Revelação (sem trocadilhos) de um escândalo envolvendo Sales Batista, pastor-presidente da gigantesca comunidade evangélica. O pastor foi deposto de seu cargo, mas a mácula permanece na instituição, que deve perder fieis e força na política bem às vésperas das Eleições 2026 – pleito fundamental para a história do Pará e do Brasil.
Não é de hoje que o campo evangélico ganha espaço na política brasileira e a AD na região é uma força consolidada, sempre fazendo a diferença nas eleições legislativas e executivas. Um exemplo recente é a eleição de Zequinha Marinho para o Senado, em que a Missão teve papel determinante.
Informações de bastidores dão conta de que a ordem entre as lideranças da AD é “estancar a sangria política”, após o escândalo. Com efeito, o escândalo envolvendo Sales e sua família, do jeito que foi, com todas as camadas que possui, tem o condão de atordoar a igreja, destruir a unidade eleitoral e tornar pouco efetiva a influência dos líderes sobre os liderados.
A AD Missão convocou “oração e jejum” entre os fiéis. Do ponto de vista cristão, o jejum com a oração é a súplica aos céus, a humilhação para o reconhecimento divino e o subsequente atendimento ao que foi pedido. Por outro lado, com olhos racionais e pés firmados no plano humano, a oração e o jejum são eufemismos para a contenção de danos. Ora, a igreja unida para clamar aos céus por perdão e reconstrução é uma forma de controlar os naturais questionamentos que podem surgir em meio ao caos.
No jogo político, a previsão é de fuga eleitoral e que apoiados pelos líderes da Missão já não consigam tanta efetividade dentro da própria igreja. Espaço aberto para outros candidatos ganharem força no estado.
Créditos (Imagem de capa): Correio de Carajás
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