Aliado político de Lula, Nicolás Maduro é alvo de ataque confirmado na Venezuela e teria sido preso pelos EUA

há 22 horas 26

Publicado em 03 de janeiro de 2026

Caracas / Brasília / Washington — A crise entre Estados Unidos e Venezuela atingiu um novo patamar neste sábado (03). Explosões registradas em Caracas, seguidas de um anúncio do presidente norte-americano Donald Trump, colocaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro no centro de um dos episódios mais graves da política internacional recente.

Maduro, que mantém uma relação política próxima com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, teria sido capturado durante uma operação militar, segundo alegação feita pelo governo dos Estados Unidos. O episódio provocou reações imediatas na América Latina, especialmente no Brasil.

Ataque em Caracas e confirmação das Forças Armadas venezuelanas

Durante a madrugada, moradores de Caracas relataram fortes explosões, movimentação aérea e sons de aeronaves militares. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram colunas de fumaça e clima de tensão em diferentes pontos da capital.

Horas depois, o Ministério da Defesa da Venezuela confirmou que houve ataques contra o país, classificando a ação como uma “agressão estrangeira”. Em nota, autoridades militares venezuelanas afirmaram que as Forças Armadas estavam em estado de alerta máximo e que medidas de defesa territorial haviam sido acionadas.

Apesar da confirmação do ataque, o governo venezuelano não confirmou oficialmente a prisão de Nicolás Maduro, limitando-se a denunciar a ofensiva e convocar apoio popular e militar.

O que dizem os Estados Unidos

Em publicação nas redes sociais, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos realizaram uma operação militar de grande escala na Venezuela e que Nicolás Maduro e sua esposa teriam sido capturados e removidos do país.

Segundo autoridades norte-americanas, uma coletiva de imprensa está marcada para as 11h (horário dos EUA), quando o governo promete apresentar mais detalhes sobre a operação, seus objetivos e o destino do líder venezuelano.

Até o momento, não foram divulgadas imagens oficiais nem documentos que comprovem publicamente a custódia de Maduro, o que mantém a informação sob apuração por veículos internacionais.

Maduro e Lula: uma relação política próxima

Nicolás Maduro é considerado um aliado estratégico de Lula no cenário político latino-americano. Desde o retorno de Lula à Presidência do Brasil, o governo brasileiro atuou para reaproximar a Venezuela do cenário internacional, defendendo o fim do isolamento diplomático imposto ao regime de Maduro.

Em encontros oficiais, Lula recebeu Maduro com honras de chefe de Estado e chegou a minimizar críticas internacionais ao governo venezuelano, postura que gerou forte reação de organizações de direitos humanos e da oposição brasileira.

Para críticos, a relação entre Lula e Maduro representa um alinhamento ideológico. Já aliados do presidente brasileiro afirmam que o diálogo seria necessário para manter a estabilidade regional.

Repercussão política no Brasil

A alegação de prisão de Maduro colocou o governo brasileiro sob pressão. Parlamentares da oposição passaram a cobrar um posicionamento oficial do Planalto, questionando a política externa brasileira e o apoio a governos classificados por críticos como autoritários.

Até o fechamento desta matéria, o governo Lula não havia divulgado nota oficial comentando diretamente o ataque ou a suposta prisão de Maduro.

O que está confirmado e o que segue em apuração

✔ Confirmado:

  • Ocorreram ataques e explosões em Caracas;
  • As Forças Armadas da Venezuela confirmaram a ocorrência do ataque;
  • O presidente dos EUA afirmou publicamente que houve uma operação militar.

⚠ Em apuração:

  • A prisão efetiva e o paradeiro atual de Nicolás Maduro;
  • Detalhes da operação, que devem ser apresentados na coletiva anunciada pelos EUA.

Impacto internacional

Se confirmada a prisão de Maduro, o episódio poderá gerar:

  • forte instabilidade política na América do Sul;
  • impacto no mercado internacional de petróleo;
  • crise diplomática envolvendo países aliados da Venezuela;
  • reflexos diretos na política externa brasileira.

Matéria em atualização. Novas informações podem ser acrescentadas após a coletiva de imprensa anunciada pelos Estados Unidos.